Detalhar som Classificação Científica
Nome Científico
Stilpnia cyanicollis(d'Orbigny & Lafresnaye, 1837)Nome em Inglês
Blue-necked Tanager
Saíra-de-cabeça-azul
Nome Científico
Seu nome científico significa: do (tupi) Tangará → ata = andar; e carã = em volta; (dançarino); e do (latim) cyaneus = azul escuro; e -collis, collum = com o pescoço, pescoço. ⇒ Dançarino com pescoço azul escuro.
Características
Mede cerca de 12 centímetros de comprimento e pesa 14 gramas.
A coloração da plumagem da subespécie nominal é basicamente azul e negra. Cabeça, nuca e garganta são azuis, com uma faixa negra entre os olhos e o bico. Costas negras, transformando-se gradualmente em azul turquesa mais abaixo. O uropígio e as coberteiras superiores caudais e das asas são amarelos, com um pouco de verde. Rêmiges e retrizes são negras, com bordas amarelo-esverdeadas. Peito negro, barriga e flancos de cor azul profundo, misturado com negro. Penas coberteiras caudais inferiores apresentam uma coloração verde-azulada.
As fêmeas possuem uma cor azul mais pálida na cabeça, com alguns pontos negros na nuca.
Os jovens são acinzentados.
saíra-de-cabeça-azul macho
saíra-de-cabeça-azul fêmea
saíra-de-cabeça-azul jovem
Subespécies
Existem sete subespécies reconhecidas, sendo que, no Brasil, ocorrem apenas duas: Tangara cyanicollis melanogaster e Tangara cyanicollis albotibialis.
Tangara cyanicollis cyanicollis (d'Orbigny e Lafresnaye 1837)- Ocorre do centro do Peru, em Huánuco até o leste da Bolívia. A plumagem é basicamente azul e negra. Cabeça, nuca e garganta azul, com uma faixa negra entre os olhos e o bico. Costas negras, transformando-se gradualmente em azul turquesa mais abaixo. O uropígio e as coberteiras superiores caudais e das asas são amarelos, com um pouco de verde. Rêmiges e retrizes são negras, com bordas amarelo-esverdeadas. Peito negro, barriga e flancos de cor azul profundo, misturado com negro. Coberteiras caudais inferiores são de um verde-azulado.
Tangara cyanicollis granadensis (Berlepsch 1884)- Nos Andes da Colômbia, a oeste e na parte central. Parecida com caeuleocephala, mas no uropígio a cor é mais verde prateada, menos dourada, e a parte azul do abdomen é mais extensa.
Tangara cyanicollis hannahiae (Cassin 1864)- Ocorre nos Andes do oeste da Venezuela e nos Andes a leste da Colômbia. Semelhante a granadensis, mas difere por não ter nenhum traço de azul no abdomen, sendo o peito e a abrriga inteiramente negros.
Tangara cyanicollis cyanopygia (Berlepsch e Taczanowski 1883)- Ocorre no oeste do Equador. Uropígio de cor azul pálido (é a única subespécie de cyanicollis com o uropígio completamente azul. Adicionalmente, as grandes e pequenas coberteiras das asas são de cor azul-esverdeado. O azul do abdomen é mais pálido, transformando-se em um azul-esverdeado posteriormente nas coberteiras caudais inferiores.
Tangara cyanicollis caeruleocephala (Swainson 1838)- Ocorre nos Andes, da Colômbia até o leste do Equador e norte do Peru. Similar a cyanicollis, mas o azul da cabeça é mais escuro, a testa é impregnada de um azul -arroxeado e o meio da garganta também de cor azul-arroxeado, contrastando com o azul claro das laterais da garganta e região jugular.
Tangara cyanicollis melanogaster (Cherrie e Reichenberger 1923); Ocorre do leste da Bolívia até o sul do Pará e norte do Mato Grosso e Tocantins. Parecida com caeruleocephala, mas difere por não ter a região de cor azul no abdomen e por ter o uropígio impregnado de azul claro, ao invés de verde-prateado. Difere de hannahiae por ter uma coroa de cor azul consideravelmente mais escura com uma testa de cor azul-arroxeado, além da cor azul clara nas partes inferiores das costas e uma faixa dourada nas asas.
Tangara cyanicollis albotibialis (Taylor 1950) - Encontrada apenas na Chapada dos Veadeiros em Goiás. Difere de todas as outras raças por ter a tíbia e as coxas de cor branca, ao invés de negra. Nas outras características é semelhante a T. c. granadensis. Interessante é que difere marcadamente da subespécie mais próxima, ou seja, T. c. melanogaster, por ter uma barriga azul, ao invés de negra, e mais púrpura na garganta. Após a coleta do espécime-tipo em 1929, ficou desaparecida por quase 50 anos, sendo registrada pelo professor Dr. Roberto Cavalcanti na década de 80 no interior do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros ficando por 30 anos sem registros até ser redescoberta em Alto Paraíso de Goiás por Estevão F. Santos e Marcelo Kuhlmann no Santuário Volta da Serra.
Alimentação
Alimenta-se principalmente de frutos.
saíra-de-cabeça-azul se alimentando
Reprodução
Faz ninho em formato de xícara, à altura média.
Casal de saíra-de-cabeça-azul
Ninho de saíra-de-cabeça-azul
Ovo de saíra-de-cabeça-azul
Hábitos
É comum em hábitats abertos, como capoeiras, cerrados, jardins com árvores e áreas cultivadas. Vive aos pares ou em pequenos grupos, raramente participando de bandos mistos.
Distribuição Geográfica
Presente em localidades esparsas do sul do Pará, Tocantins, Goiás (Araguaia) e Mato Grosso (Chapada dos Parecis, Rio das Mortes e Xingu). Encontrada também na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Ocorrências registradas no WikiAves
Referências
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